Tuesday, March 23, 2010

Yo dama, queres mama?

Agora que falo...

Me ponho de galo

E conto histórias

Bazófias, dos dias

Em que Ser e ter

O que comer

Eram estratégias

Para os sobreviventes

Do acaso, os dementes

Marginais, assassinos,

Boémios, valdevinos.

Ironia e sarcasmo

Sacudiam o marasmo

Da pessoa estagnada

Com contos de fada.

Arrisco, na dita

Estória da aflita.

Que o corpo vende

E não compreende

A alternativa

À vida atractiva

Que o dinheiro lhe dá.

“Até já”

E larga a nota,

Saindo pela porta,

Aberta, com v de volta,

Levando a escolta,

“Sr. Doutor, quer recibo?”

Não, e ai do chibo,

Que propuser,

Este dinheiro entrar,

No circuito normal.

Pois todo o mal

Deste mundo profano,

Lugar de engano,

Vem da assimetria,

Daquela quantia,

Que num passe de magia

O rico arrecada,

E o pobre, sem nada,

Fica apertado,

Nem perdido nem achado.

1 comment:

João Pereira said...

Foi-se
Foda-se
afinal veio!
(muito bom)