Contrariamente à natural evolução do Homem, assente numa base racional/emocional, a qual o coloca num paralelo por demais alternativo em relação a todos os restantes membros do mundo animal, as tendências para uma enorme sexualização, explícita, do Homo Sapiens Sapiens são, por demais, evidentes, representando esta uma real regressão.
Tal visão do quotidiano não implica uma mentalidade conservadora mas uma abstratização holística da realidade tangível ao Homem, ou seja, a noção de que um objecto ou situação têm mais que um significado e podem influir, directa ou indirectamente, no comportamento do ser Humano : uma cruz, um punho cerrado, uma letra esteticamente alterada são disso exemplo. O corpo humano, enquanto expressão do “eu”, deve manter-se aberto e simultaneamente reservado.
Ainda há poucos dias se falava, em poucas palavras, da qualidade humorística de alguns filmes, tidos como “blockbusters”, que usam e abusam da tónica sexual para atingir o “gag”, ou, no português, a piada. Não será necessário recuar tanto no tempo para conseguirmos relembrar algumas pérolas cinematográficas onde a sexualidade, de tão implícita se encontrar sem, no entanto, roçar a visualização, era tratada e acarinhada de uma forma inteligente, brilhante mesmo dir-se-á, e onde em nada se perdia o enredo (do filme, claro está).
A utilização de algum vernáculo sexual de forma compulsiva por alguns autores é já razão de parte do sucesso de um programa de televisão. Portugal perde pontos, claro está, no panorama internacional: sabe-se que os programas de televisão são um bom aferidor da qualidade intelectual de um país! Da parte que concerne ao autor deste texto, este não deseja ver Portugal a par de uma Itália num futuro próximo.
A utilização da figura feminina para anúncios publicitários não conhece reservas, pois de praticamente tudo se vende recorrendo a esta. O homem deixou de se encontrar dentro das suas vestes há pouco tempo atrás, se bem que não encontro explicação para semelhante pudor. Os estrategas sim: não vende! Ora ainda bem! Até que ponto fará sentido uma estratégia de marketing desta forma orientada? Será o produto assim tão mau?
Portugal esteve ao nível dos seus semelhantes colegas europeus ao apresentar, em directo, umas supostas relações sexuais. Ainda bem, não fosse o nosso país atrasar-se também neste campo! Em conversa com alguns amigos, e distinguindo os respectivos significados, uns disseram ter sido um maravilhoso acto de amor, outros uma relação puramente sexual, outros ainda algo mais animalesco (devido à duração, me foi explicado), e cuja essência da palavra não a torna plausível de se encontrar neste texto. Fosse o que fosse, na televisão? Propagandeado? Onde está a relevância? A necessidade? O preservativo?
A InterNet seria, por esta razão de ideias, o que algumas mentes simples (não era para si, sr. Bush) definiriam como uma forma do Mal. As vantagens deste meio de comunicação são indubitavelmente evidentes, mas…
Sumarizando, creio ser o problema da banalização do sexo…esse mesmo, a banalização. Fazendo este parte de algo maior deveria permanecer controlado, pensado até, para que uma entrega do nosso corpo ao desconhecido, enquanto simbolismo, não se entranhe no nosso inconsciente e nos afecte o discernimento. Se não pensamos assim em relação a algo tão importante…
Tal visão do quotidiano não implica uma mentalidade conservadora mas uma abstratização holística da realidade tangível ao Homem, ou seja, a noção de que um objecto ou situação têm mais que um significado e podem influir, directa ou indirectamente, no comportamento do ser Humano : uma cruz, um punho cerrado, uma letra esteticamente alterada são disso exemplo. O corpo humano, enquanto expressão do “eu”, deve manter-se aberto e simultaneamente reservado.
Ainda há poucos dias se falava, em poucas palavras, da qualidade humorística de alguns filmes, tidos como “blockbusters”, que usam e abusam da tónica sexual para atingir o “gag”, ou, no português, a piada. Não será necessário recuar tanto no tempo para conseguirmos relembrar algumas pérolas cinematográficas onde a sexualidade, de tão implícita se encontrar sem, no entanto, roçar a visualização, era tratada e acarinhada de uma forma inteligente, brilhante mesmo dir-se-á, e onde em nada se perdia o enredo (do filme, claro está).
A utilização de algum vernáculo sexual de forma compulsiva por alguns autores é já razão de parte do sucesso de um programa de televisão. Portugal perde pontos, claro está, no panorama internacional: sabe-se que os programas de televisão são um bom aferidor da qualidade intelectual de um país! Da parte que concerne ao autor deste texto, este não deseja ver Portugal a par de uma Itália num futuro próximo.
A utilização da figura feminina para anúncios publicitários não conhece reservas, pois de praticamente tudo se vende recorrendo a esta. O homem deixou de se encontrar dentro das suas vestes há pouco tempo atrás, se bem que não encontro explicação para semelhante pudor. Os estrategas sim: não vende! Ora ainda bem! Até que ponto fará sentido uma estratégia de marketing desta forma orientada? Será o produto assim tão mau?
Portugal esteve ao nível dos seus semelhantes colegas europeus ao apresentar, em directo, umas supostas relações sexuais. Ainda bem, não fosse o nosso país atrasar-se também neste campo! Em conversa com alguns amigos, e distinguindo os respectivos significados, uns disseram ter sido um maravilhoso acto de amor, outros uma relação puramente sexual, outros ainda algo mais animalesco (devido à duração, me foi explicado), e cuja essência da palavra não a torna plausível de se encontrar neste texto. Fosse o que fosse, na televisão? Propagandeado? Onde está a relevância? A necessidade? O preservativo?
A InterNet seria, por esta razão de ideias, o que algumas mentes simples (não era para si, sr. Bush) definiriam como uma forma do Mal. As vantagens deste meio de comunicação são indubitavelmente evidentes, mas…
Sumarizando, creio ser o problema da banalização do sexo…esse mesmo, a banalização. Fazendo este parte de algo maior deveria permanecer controlado, pensado até, para que uma entrega do nosso corpo ao desconhecido, enquanto simbolismo, não se entranhe no nosso inconsciente e nos afecte o discernimento. Se não pensamos assim em relação a algo tão importante…
1 comment:
Não é por nada...não sou moralista, e tu bem sabes isso...mas concordo quando dizes que a sexualidade está a ser levada a um extremo para razões comercias...e não esquecer a progressão na carreira ou o "status" social...sempre aconteceu, mas creio que se confunde actualmente liberdade comportamental com leviandade colossal...
...por outro lado...um bocadinho de "carne" nunca fez mal a ninguém...e que aumenta a boa disposição da pessoa mais seriosa do mundo...lá isso aumenta...
...Contudo, não consegui deixar de pensar que essa aberração (não consigo encontrar outra palavra) dos casamentos assexuados (isto tem um termo técnico qualquer que não me lembro agora, mas resusem-se às pessoas deciderem casar ao mesmo tempo que decidem não ter relações sexuais) são uma consequência da falta de desejo provocada pela excessiva vulgarização da sexualidade...e do desespero de ficar só...mas isso já é outra história...
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