“O formalismo fechado sobre si mesmo nada cria de essencialmente novo”.
Sebastião e Silva.
Nos últimos anos assistiu-se a uma explosão educacional como jamais se tinha visto em Portugal, em que a quantidade ultrapassou largamente a qualidade. Veja-se, como exemplo, o excesso de vagas relativamente às propostas dos alunos, ou a inexistência de nota mínima de acesso em alguns cursos. Justificaram-se esses erros (e outros), então, com necessidades inerentes a uma visão estrategicamente competitiva que permitisse ao país dotar-se de uma massa intelectual que, crítica, levaria o país a dar um passo em frente. Conversa de político, creio. A verdadeira razão? Justificar empregos, falsear índices de desenvolvimento, garantir apoios comunitários, gerar influências… A massa permanece hipocrítica (neo.)
De tudo acolhiam, então, as universidades, de bom e de mau. “Espanto?”, questiona-se?! A tragédia (embora a expressão tenha caído em desuso e sido substituída por “normalidade” ou comédia) não é deste tempo, e maximizou-se há trinta anos. Desde então, a tentativa é de democratizar em estrado pouco culto e acrítico. O resultado? Fantoches políticos, o povo da bandeirinha fácil e do comício circense. A qualidade dos protagonistas desta peça, que como já vimos, sofre de graves erros de “casting”, brada aos céus. Exemplo? Recordamos a natural apetência para o erro ortográfico: como conseguirão interpretar os guiões? Venha o improviso, baseado na mais pura tradição (o melhor álibi), e às críticas, ouvidos de mercador! Bons velhos tempos, poder-se-á dizer! Sim, mas… velhos de quantos anos? Já ouvimos as pancadas…
Há muitos e muitos anos atrás…existia a curiosidade própria de uma mente esclarecida.
Deixamos abaixo duas pistas que, indicando referências não totalmente esclarecedoras, aguçam o apetite. Avançando no tempo…
As universidades, outrora em frequente mobilidade, eram amiúde marginalizadas e expulsas pelas populações das cidades onde se estabeleciam. As razões, encontrá-las-emos no espectro da criminalidade: intoxicação etílica, desacatos, desordem pública, confrontos com a autoridade… Indícios evidentes de uma pequena criminalidade que apenas a libertação por decreto justificava: alunos eram julgados distintamente da restante sociedade (quando o eram).
É, pois, desta permissividade que se continua a construir o imaginário do ensino superior, onde a acumulação metodológica de um saber potencialmente despoletador de uma visão simultaneamente criacionista e progressista nuns justifica as vilanias e baixezas, bem como a capacidade de perpetuarem um espírito traiçoeiro e avesso aos ideais do espírito académico, noutros. Por favor, expliquem-nos o que é e o que não é o Espírito Académico. Sem subversões, sem eufemismos, preto no branco.
É por esta mesma realidade que vejo com reserva o tardio despertar de uma geração, possuidora de memória colectiva prodigiosamente volátil, para o confronto com o retorno (no sentido do alheamento por repressão) ao tempo idílico (ironia, pois nada tem de romântico, bucólico ou amoroso, embora o tenha de pastoril) de um totalitarismo mascarado de democracia. Porque foi, na História recente, pelas juventudes inconformadas que se fizeram algumas revoluções.
Tragam mais “Humanismo” para Leiria, e então teremos um possível princípio de Academia.
Sebastião e Silva.
Nos últimos anos assistiu-se a uma explosão educacional como jamais se tinha visto em Portugal, em que a quantidade ultrapassou largamente a qualidade. Veja-se, como exemplo, o excesso de vagas relativamente às propostas dos alunos, ou a inexistência de nota mínima de acesso em alguns cursos. Justificaram-se esses erros (e outros), então, com necessidades inerentes a uma visão estrategicamente competitiva que permitisse ao país dotar-se de uma massa intelectual que, crítica, levaria o país a dar um passo em frente. Conversa de político, creio. A verdadeira razão? Justificar empregos, falsear índices de desenvolvimento, garantir apoios comunitários, gerar influências… A massa permanece hipocrítica (neo.)
De tudo acolhiam, então, as universidades, de bom e de mau. “Espanto?”, questiona-se?! A tragédia (embora a expressão tenha caído em desuso e sido substituída por “normalidade” ou comédia) não é deste tempo, e maximizou-se há trinta anos. Desde então, a tentativa é de democratizar em estrado pouco culto e acrítico. O resultado? Fantoches políticos, o povo da bandeirinha fácil e do comício circense. A qualidade dos protagonistas desta peça, que como já vimos, sofre de graves erros de “casting”, brada aos céus. Exemplo? Recordamos a natural apetência para o erro ortográfico: como conseguirão interpretar os guiões? Venha o improviso, baseado na mais pura tradição (o melhor álibi), e às críticas, ouvidos de mercador! Bons velhos tempos, poder-se-á dizer! Sim, mas… velhos de quantos anos? Já ouvimos as pancadas…
Há muitos e muitos anos atrás…existia a curiosidade própria de uma mente esclarecida.
Deixamos abaixo duas pistas que, indicando referências não totalmente esclarecedoras, aguçam o apetite. Avançando no tempo…
As universidades, outrora em frequente mobilidade, eram amiúde marginalizadas e expulsas pelas populações das cidades onde se estabeleciam. As razões, encontrá-las-emos no espectro da criminalidade: intoxicação etílica, desacatos, desordem pública, confrontos com a autoridade… Indícios evidentes de uma pequena criminalidade que apenas a libertação por decreto justificava: alunos eram julgados distintamente da restante sociedade (quando o eram).
É, pois, desta permissividade que se continua a construir o imaginário do ensino superior, onde a acumulação metodológica de um saber potencialmente despoletador de uma visão simultaneamente criacionista e progressista nuns justifica as vilanias e baixezas, bem como a capacidade de perpetuarem um espírito traiçoeiro e avesso aos ideais do espírito académico, noutros. Por favor, expliquem-nos o que é e o que não é o Espírito Académico. Sem subversões, sem eufemismos, preto no branco.
É por esta mesma realidade que vejo com reserva o tardio despertar de uma geração, possuidora de memória colectiva prodigiosamente volátil, para o confronto com o retorno (no sentido do alheamento por repressão) ao tempo idílico (ironia, pois nada tem de romântico, bucólico ou amoroso, embora o tenha de pastoril) de um totalitarismo mascarado de democracia. Porque foi, na História recente, pelas juventudes inconformadas que se fizeram algumas revoluções.
Tragam mais “Humanismo” para Leiria, e então teremos um possível princípio de Academia.